Sem comentários

Autobiografia – Escrita Autobiográfica

Detalhes do Evento

  • Workshop Autobiografia – Escrita Autobiográfica
  • Sem data definida
    A atividade só será agendada dependendo do número de interessados.
    Total de interessados:
    0 / 10

  • 3 horas de formação onde se dá a conhecer o método de trabalho autobiográfico e o processo de acompanhamento individual.

    + 1 hora semanal para acompanhar a pesquisa autobiográfica e a organização escrita

    As sessões decorrem às Quintas-feiras em horário a combinar.
  • 3 a 10 pessoas – recomendado a partir dos 35 anos
  • A primeira sessão de formação é de participação gratuita e está aberta a todos os interessados.
    90 por ciclo do workshop (inclui sessão de formação + 4 sessões de acompanhamento)
  • info@cooloffice.pt     +351 220 046 140

Se este assunto lhe interessa, diga-nos. Em breve teremos mais notícias.

Nome*

E-mail

Telefone*

Descrição

Utilizando métodos de pesquisa e auto-análise já largamente testados e reconhecidos empiricamente, é possível fazer da escrita autobiográfica a mais mágica e poderosa fórmula de auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal.
Neste workshop propomos ajudá-lo a escrever a sua biografia.
Vamos seguir uma metodologia de trabalho biográfico baseada no desenvolvimento humano por septénios, alternando entre sessões de trabalho individuais e em grupo.

Estes excertos são um exemplo de como um trabalho autobiográfico acompanhado pode resultar na escrita de uma biografia.

“Traz nos olhos o brilho das estrelas e na voz a calma do horizonte. É o brilho de quem alcança a liberdade. É a calma de quem vê uma conquista em cada passo. Nasce no Porto na florescência da Primavera de 1977, com o aroma das cores proeminentes de Março.

É a força cromática que vai tingindo a linha da sua caminhada profissional. E Pessoal. Porque nela, o profissional é pessoal. Os estudos académicos apenas seguiram o rasto de quem nasceu com a sensibilidade multidimensional. Mas foi preciso escalar montanhas. Em vestes delicadas de princesa e unhas tratadas a preceito, agarrou-se à vida, num caminhar erguido, com quedas e tropeções, alegrias e transformações.
(…)

Ainda nem falava e já Soria confrontava a mãe com decisões claras acerca da roupa que queria vestir. Não por causa da forma, do estilo ou da vaidade. Só por causa das cores. Só por respeito à cor. À complementaridade da cor.
Os lápis, os papéis, as bonecas e o tempo, um tempo sem tempo, cedo revelaram o génio.
(…)

Hoje traz nas telas o brilho das estrelas, numa luz que reflete a calma do horizonte. No hiper-realismo encontrou a primeira manifestação do seu ser genuíno. Na meditação, a forma de chegar ao centro de si mesma.

As suas obras desfilam País e Europa. A sua Alma tem no Porto o seu mundo de abrigo. Onde cresce e floresce numa obra que se transforma à velocidade do seu interior. E é por isso que nas suas telas, mais importante do que o estilo, a estética ou a composição é o que se sente através do olhar e o que bate no fundo do peito o que mais conta.
(…)”

“É uma mulher-coragem. Sem medo da mudança, mas sem pressa de mudar. Gosta de viver devagar. Ao ritmo da terra em que nasceu. À pacata vila de serenos hábitos algarvios, chega a curiosa criatura. Entre figos e alfarrobas e o aroma fresco do tomilho. Recorda a candura dos doces, a secagem dos frutos e a delicadeza do tecer dos cestos da sua madrinha, com fios de palma a envolver histórias de distantes antepassados.

“Era um quilo e meio de gente” com dois meses de vida. Ninguém acreditava que aqueles ossos franzinos, sem apetite e alimentada a leite em pó e bananas, poderia sobreviver. Poucos haviam percecionado a chegada da mulher-coragem ao sotavento algarvio.

Os estudos académicos ficaram presos nos cadernos de uma entrada precoce e, de algum modo desilusória, na escola primária. Aos cinco anos, queria aprender. Conhecer as letras. Conhecer os números. A ciência. O mundo. Burocracias insuspeitas foram criando vazios, desmotivações camufladas, num pseudo-temperamento de contenção. Com uma mochila carregada de pré-conceitos institucionais e ideais socialmente concebidas, que se fez ao caminho, agarrando-se ao ténue fio da vida com a perseverança do génio.

Entre o hospital e o domicílio, entre descrenças e desencantos, cumpriu 16 anos da sua vida aprisionada a doenças insuspeitas e diagnósticos reservados, num torpor adormecido por febres e dores que constantemente a atiravam para a cama. Uma fragilidade difícil de explicar. Anestesiada, enjoada, saturada de uma existência encarcerada, distingue frinchas dissimuladas nas janelas da sua memória.

Aos 18 anos, apercebe-se que, afinal, uma mulher também voa. Voa nas asas do pensamento. Voa na expansão do Amor. Voa com a leveza tenaz dos movimentos corporais. Voa na medida em que escolhe voar.
(…)

Através dos movimentos quase ingénuos da mão que conscientemente dança, de um braço que flui ao ritmo de Ser, na gentileza do gesto e na candura do rosto transformam-se os átomos à sua volta. Distende-se o tempo, alarga-se a eternidade.
São 56 anos de vida. Sementes lançadas ao longo de uma vida Cheia. Preciosa. Agora, ainda muito mais a florescer.”

A primeira sessão será aberta a todos os interessados onde serão apresentadas as linhas orientadoras de uma autobiografia, metodologias a seguir e o método de acompanhamento do trabalho autobiográfico.
Semanalmente, em sessões de 1 hora, serão realizados encontros individuais para acompanhamento e ajuda no processo de escrita.

Este ciclo repete-se todos os meses.

O valor do workshop inclui a participação na reunião de grupo e 4 horas de acompanhamento, divididas em sessões de 1 hora em horário a combinar, todas as quintas-feiras.

Sobre este tema sugerimos a leitura do artigo Escrita autobiográfica: uma ferramenta para o desenvolvimento pessoal.

Filipa Júlio

 

Comments are closed.